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A história dos videogames da Nintendo

  Hoje a Nintendo é uma das maiores forças da indústria de videogames, e jogadores mais jovens talvez não conheçam toda sua conturbada história. Com mais de cem anos de trajetória, a empresa japonesa começou produzindo baralhos e brinquedos, entrando mais tarde no ramo dos videogames.

A história dos videogames da Nintendo (Foto: Divulgação) (Foto: A história dos videogames da Nintendo (Foto: Divulgação))


Mesmo alcançando grande sucesso e tendo uma das maiores legiões de fãs entre as grandes produtoras, a Nintendo também teve seus altos e baixos. Confira uma breve história sobre todos os consoles da empresa:

Nintendo 8 Bits (NES)

1985 (EUA) – 1983 (JAP)
Após lançar alguns jogos eletrônicos no Japão, como os minigames portáteis Game & Watch, a Nintendo decidiu lançar seu próprio videogame, o Famicom, que se tornou muito popular em terras nipônicas. Porém, nos Estados Unidos, a indústria enfrentava um crash com a queda da Atari e acreditava-se não haver mais espaço para videogames.

Nintendo 8 Bits (NES) (Foto: Divulgação)

Nintendo 8 Bits (NES)

Com muito esforço, a Nintendo levou o Famicom para o ocidente, sob o nome de Nintendo Entertainment System (NES), também conhecido como o Nintendo 8 Bits. Com o nascimento de séries como Super Mario Bros. - derivada do popular fliperama Donkey Kong -, The Legend of Zelda e Metroid, a empresa se firmou como líder na época, com clássicos que até hoje habitam o mercado.
GameBoy
1989 (EUA-JAP)

GameBoy Classic (Foto: Divulgação)

GameBoy Classic
Depois do sucesso estrondoso do NES, o mercado ocidental abriu as portas para a Nintendo e a empresa começou a apresentar algumas de suas ideias mirabolantes, como o GameBoy.
Talvez a ideia do portátil não tivesse feito tanto sucesso se ela não fosse tão bem apresentada através da introdução do clássico quebra-cabeça russo: Tetris. O game se tornou um sinônimo do GameBoy naquele tempo. O console foi uma grande febre, sendo casa de muitos clássicos e vendo o nascimento de mais um fenômeno da companhia: a série Pokémon.

Super Nintendo (Super NES)
1991 (EUA) – 1990 (JAP)

Enquanto nos Estados Unidos e Japão a Nintendo liderou unânime com o NES, na Europa e, principalmente, no Brasil, surgiu uma concorrente de peso: a Sega com seu Master System. Apesar da empresa não ter conseguido incomodar a Nintendo naquela época, iniciou uma ferrenha competição com o Mega Drive (1989) na geração seguinte, e a Nintendo reagiu com o Super Nintendo.

Super Nintendo (Super NES) (Foto: Divulgação)

Super Nintendo (Super NES) 
Na geração lembrada com mais carinho entre fãs, o ápice da batalha entre Sega e Nintendo trouxe frutos inesperados, com incríveis jogos de ambos os lados. O Super Nintendo perdeu muito em matéria de esportes para o Mega Drive, mas venceu a disputa com títulos de plataforma, como Super Mario World e Donkey Kong Country. Além disso, foi palco para a estreia de Final Fantasy no ocidente, ganhando três capítulos da série e muitos outros RPGs que se tornaram clássicos, como Chrono Trigger.
Virtual Boy
1995 (EUA – JAP)

Virtual Boy (Foto: Divulgação)

Virtual Boy 
Vindo de altos números de venda, com o Super Nintendo e o GameBoy, a Nintendo criou seu primeiro videogame híbrido, o Virtual Boy. Com traços de console portátil, ele era uma espécie de visor que projetava imagens diferentes para cada um dos olhos, criando um efeito 3D para o usuário.
Porém, a ideia não deu nada certo e o Virtual Boy é até hoje lembrado como um dos maiores fracassos da empresa. As limitações técnicas permitiam que o aparelho apenas exibisse gráficos em vermelho e preto, além do visor ser cansativo e o efeito 3D causarem dor de cabeça nas pessoas. Não chegou a ter jogos marcantes e foi rapidamente descontinuado.

Nintendo 64
1996 (EUA – JAP)
Com a confiança de seu público um pouco abalada pelo Virtual Boy, a Nintendo estava começando uma fase conturbada em sua história. Seu próximo console, o Nintendo 64, prometia introduzir uma nova era de jogos, marcando permanentemente a passagem dos gráficos 2D para o 3D. O console contava com uma peculiaridade: seu controle bastante esquisito e com um direcional analógico.

Nintendo 64 (Foto: Divulgação)

Nintendo 64 
Porém, várias outras decisões da empresa prejudicaram o videogame, como a escolha por cartuchos - que possuíam alto custo de produção quando comparados aos CDs. A ideia de barrar produtoras menores também acabou afastando o console de muitas empresas. No fim das contas, apesar de trazer clássicos como Super Mario 64 e The Legend of Zelda: Ocarina of Time, o Nintendo 64 encerrou sua carreira com poucos jogos e baixas vendas, superado pelo PlayStation, da então novata no ramo: Sony.
GameBoy Advance
2001 (EUA – JAP)
GameBoy Advance (Foto: Divulgação)

GameBoy Advance 

Se por um lado a disputa nos consoles estava ruim para a Nintendo, o mercado de portáteis continuava seu pequeno monopólio pessoal. O GameBoy Advance foi lançado sem concorrentes, tendo caminho livre para dominar o mercado com uma simples, porém competente, evolução do GameBoy original.
O único problema que assolou o portátil durante seus primeiros anos foi a falta de luz própria na tela, o que tornava a experiência um pouco desagradável. Em 2003 o GameBoy Advance SP resolveu esse problema, trazendo um novo design e despontando facilmente como o melhor portátil de sua época. Grandes séries tiveram novos capítulos nele, como Metroid Fusion e The Legend of Zelda: The Minish Cap, além de receber muitas conversões do saudoso Super Nintendo.

Nintendo GameCube
2001 (EUA – JAP)
Visando retomar o público perdido durante a época do Nintendo 64, a empresa inicia uma violenta batalha contra a Sony e seu PlayStation 2. Com um design no mínimo estranho, o GameCube era um bizarro cubo roxo com muita potência escondida em seu hardware e a missão de levar a Nintendo de volta ao topo das vendas.

GameCube (Foto: Divulgação)

GameCube 
O console teve um início promissor. Garantiu a exclusividade da série Resident Evil e apresentou jogos de incrível qualidade, como Super Smash Bros. Melee, Metroid Prime e The Legend of Zelda: The Wind Waker. O GameCube perdeu força rapidamente, tendo a pior performance em matéria de consoles na história da Nintendo. Não apenas perdendo para o PlayStation 2 como também para outra novata, a Microsoft com seu primeiro Xbox.

Nintendo DS
2004 (EUA – JAP)
Nintendo DS (Foto: Divulgação)

Nintendo DS 
Considerando o Nintendo 64 um tropeço e o GameCube uma queda, muitos já acreditavam que a Nintendo estava fora da briga, um dinossauro em meio a grandes corporações como Sony e Microsoft. Quando a Sony anunciou seu próprio portátil, o PSP, muitos analistas acreditavam que a história se repetiria e a Nintendo perderia também o mercado de portáteis.
Para a surpresa de todos, a Nintendo apresentou ideias e conceitos novos, focados em explorar um novo público e expandir o mercado, criando assim o Nintendo DS - um portátil com tela de toque. Se hoje não lembramos mais do GameBoy Advance como o maior portátil de todos os tempos é porque o Nintendo DS tomou o mundo de assalto, sendo o aparelho mais vendido em toda a trajetória da empresa.

Titulos inusitados, como Nintendogs e Brain Age, desafiaram os conceitos do que poderia se chamar de jogos. E ao lado de velhos clássicos renovados, como New Super Mario Bros, mantiveram a Nintendo como líder no reino dos portáteis.

Nintendo Wii
2006 (EUA – JAP)
Após o sucesso do Nintendo DS, os olhares estavam todos voltados para a Nintendo novamente. Microsoft já havia lançado o Xbox 360 e Sony lançaria o PlayStation 3, mas ninguém esperava que a Nintendo pudesse competir no mercado de consoles da mesma forma que fez com os portáteis.

Nintendo Wii (Foto: Divulgação)

Nintendo Wii 

O Nintendo Wii trazia os mesmos conceitos do Nintendo DS, porém utilizando controles de movimento. Títulos como Wii Sports e Just Dance captaram a imaginação de um público que há muito tempo não jogava videogames, enquanto os gamers saudosistas ainda recebiam títulos de alta qualidade, como Super Mario Galaxy e The Legend of Zelda: Twilight Princess, outrora um jogo do GameCube, convertido para o controle do Wii.
Porém, apesar do início forte, no meio do caminho a Nintendo parece ter percebido que perdeu parte de seu público. Aqueles que desejavam experiências em alta definição acabaram migrando para o Xbox 360 e PlayStation 3. Mesmo com vendas superiores a estes dois, a empresa iniciou um processo de resgate aos jogadores hardcores.

Nintendo 3DS
2011 (EUA – JAP)

Nintendo 3DS (Foto: Divulgação)

Nintendo 3DS 

O sucessor do Nintendo DS trouxe como principal novidade um efeito 3D que poderia ser visualizado sem óculos especiais, visando aumentar a imersão dos jogos. Seu começo foi um pouco conturbado, assombrado pelo fantasma do Virtual Boy, com pessoas relatando dores de cabeça e vendo pouca vantagem nesse novo efeito 3D. Isso para não mencionar a competição indireta de smartphones, como o iPhone.
Rapidamente a Nintendo reverteu essa situação, com um expressivo corte de preço no portátil, que agora está vendendo como água. Em pouco tempo ele já recebeu títulos de grande peso, como um esperado remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, Resident Evil: Revelations, Super Mario 3D Land e Kid Icarus: Uprising.

Nintendo Wii U
2012 (EUA – JAP)
O mais novo console da Nintendo teve todos os seus mistérios revelados recentemente. O Wii U segue o mesmo conceito de recaptura dos jogadores hardcores que o Nintendo 3DS, visando estreitar laços com empresas terceirizadas, o que já lhe garantiu títulos multiplataforma como Assassin’s Creed 3, Batman: Arkham City Armored Edition, Mass Effect 3 e até mesmo Call of Duty: Black Ops 2.

Nintendo Wii U (Foto: Divulgação)

Nintendo Wii U 
Ele ainda honra o longo legado da Nintendo ao não deixar a peteca cair em matéria de inovação. O Wii U traz um controle em formato de tablet, o GamePad, que possui tela própria sensível ao toque, permitindo vários tipos de interação com o console.
De todas as empresas na indústria de videogames nos dias atuais, a Nintendo é sem dúvida a que tem mais história, não sendo a única que já teve a infelicidade de tropeçar ou cair, porém sendo a única que já teve o mérito de se levantar.

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